sábado, 2 de abril de 2011

Se Vira nos 7

Estamos estreando um novo quadro no Blog da Nação Rubro-Negra, no qual semanalmente estaremos entrevistando uma personalidade esportiva, a respeito de futebol e claro Flamengo.

O estreante do quadro " Se Vira nos 7 ", é o conhecido jornalista esportivo Carlos Alberto Parizzi, que reservou um tempinho para falar com a equipe do Blog, numa conversa altamente descontraída.




1 - Blog Nação Rubro-Negra : Parizzi, a partir de quando e por que o esporte passou apenas de um hobby em sua vida e virou uma profissão?
Carlos Alberto Parizzi: Na verdade o esporte sempre fez parte da minha vida. Desde menino sou praticante. Isto me levou a cursar Educação Física antes de ser jornalista. Findado o curso abri uma academia de ginástica que existe até hoje. Foi depois que resolvi fazer jornalismo e optei pelo jornalismo esportivo. Continuei a trabalhar na área de esportes só que com outra visão. A visão de jornalista. E graças a Educação Física ficou muito mais fácil comentar futebol, basquetebol, voleibol e outros esportes já que tinha conhecimentos específicos de cada esporte. Foi muito mais fácil.

2 - BNRN: Sabemos que além de trabalhar na área esportiva,o senhor também é escritor,administrador e até musico...olhando o passado e projetando um outro futuro, se não fosse jornalista,qual ramo seguiria?
Parizzi: Acho que, se não tivesse seguido jornalismo e educação física, a música seria minha outra opção. Gosto de praticar, até hoje ainda tenho um grupo de rock que se reúne para tocar em casa ou na casa de amigos. Tenho a música como paixão e ser músico com meu hobby mais gratificante.

3 - BNRN: Qual o seu jogo do Flamengo inesquecível?
Parizzi: Tive muitos, mas a decisão de 1963, quando ainda era menino e meu pai me levava ao Maracanã, ele rubro negro roxo. Foi a decisão Flamengo e Fluminense, com mais de 150 mil pessoas no estádio. O Flamengo foi campeão e um goleiro, que pouco é falado na história do Flamengo, Marcial, fez milagres para que a partida terminasse empatada e desse o título para a Gávea. Mas, sem dúvidas a final do Campeonato Mundial de Clubes, os jogos do time da “era Zico”, também marcaram minha memória de rubro negro.

4 - BNRN: Parizzi, qual sua opinião sobre o mandato até então da Presidente Patrícia Amorim à frente do Flamengo?
Parizzi: Começou hesitante, não tinha equipe para dirigir o clube, cometeu erros de quem não conhecia futebol, algumas declarações estapafúrdias e longe da gestão moderna que prometera nas eleições presidenciais. Passou por um ano turbulento com coisas extra campo (caso Bruno) , coisas no campo com problemas internos sérios dentro do elenco, dirigentes atrapalhados, enfim a beira do caos. Aos poucos começou a entender o clube, cercou-se de gente que conhece a Gávea, e hoje consegue algumas boas vitórias na sua administração. Mas não é o presidente que eu sonhava para o Flamengo. A gestão ainda é bem acanhada embora alguma coisa já esteja sendo feita na direção certa.

5 - BNRN: O senhor já viu o grande jogador Zico dentro das quatro linhas, e também já viu Zico como dirigente, falando como torcedor, gostaria de vê-lo um dia como presidente do clube?
Parizzi: Sinceramente não. Acho que o Zico deveria preservar sua imagem de ídolo rubro negro. Expor esta imagem, como ele expôs ao ser diretor, é uma opção que já mostrou não ser boa. Algumas pessoas confundiram o Zico grande jogador com o Zico dirigente e começaram a criticar o grande ídolo rubro negro. Por tudo que fez pelo Flamengo e o futebol brasileiro deveria conservar apenas o grande feito dentro das quatro linhas. Temos outros exemplos de ídolos que tiveram problemas administrando seus clubes de coração, mesmo sendo ídolos. Sou contra. Acho que o Zico que tem que ficar para a eternidade é o camisa 10.

6 - BNRN: Mestre, o Flamengo sempre foi conhecido com o lema "Craque o Flamengo faz em casa”, e na década de 80, foi provado isso com Zico, Júnior, Andrade, Adílio, Mozer, Tita, Leandro... Por que a geração que conquistou a 1ª Copa SP de futebol Jr. já na década de 90 como Paulo Nunes, Marcelinho Carioca, Djalminha que são ex-jogadores super conhecidos, não renderam profissionalmente no Flamengo como renderam em outros grandes clubes? Foi a perdição do Rio de Janeiro, com noitadas, mulheres e bebidas? Ou teve algum outro motivo em sua opinião.
Parizzi: Na verdade quando se tiram garotos da base para o profissional é preciso que quem estiver fazendo isso saiba fazer. O garoto se empolga se encanta e isso acaba às vezes tirando a concentração e baixando seu rendimento. Geralmente são meninos de famílias pobres que começam a ganhar dinheiro sem ter o preparo psicológico necessário para que isso aconteça. Esses distúrbios acabam passando para dentro de campo. Se não tiver uma comissão técnica muito competente e experiente a coisa desanda. Isso aconteceu com vários desses nomes que foram citados. Depois, mais maduros, conseguiram render tudo o que podiam.

7 - BNRN: Parizzi,quando o jornalista Parizzi, faz um comentário, uma critica, enfim uma matéria sobre o Flamengo tem alguma "pitadinha" também de torcedor ou é apenas o profissional?
Parizzi: Boa pergunta. Sabe que só comenta futebol quem gosta de futebol. E quem gosta de futebol tem sempre seu time. Eu sou Flamengo e não escondo isso. Acho uma bobagem quem o faz. No começo eu tinha uma tendência a criticar, ser mais severo com meu time. Cobrava mais. Talvez o lado torcedor. Hoje em dia, depois de toda essa estrada, aprendi a dominar meus sentimentos e consigo separar o torcedor do comentarista, tranquilamente. Mas continuo sendo rubro negro igual à antes.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Um Fla x Flu que entrou para história.



No dia 31 de janeiro de 2010, Flamengo e Fluminense proporcionaram para seus torcedores um dos maiores clássicos da história desse confronto. Um verdadeiro espetáculo dentro e fora de campo com muita emoção, correria, oito gols e muita alegria para a nação rubro-negra. Flamengo derrotou o Fluminense (5x3), diante de mais de 54 mil torcedores presentes no Maracanã. Um jogo em que cada time dominou um tempo da partida, porém na hora de decidir, a força rubro-negra prevaleceu.


Fluminense começou melhor o jogo e abriu o placar logo aos 13 minutos com Alan e ampliou aos 40 com Conca, de pênalti. Adriano descontou aos 43 minutos porém, o time das Laranjeiras não deu tempo para os rubro-negros comemorarem e aos 45 Cássio fez o terceiro do Fluminense, que com a ampla vantagem se acomodou na partida. Começou o segundo tempo e em 9 minutos o Mengão empatou o jogo, com Love aos 7 e Kleberson aos 9. Mas a noite era mesmo de Adriano. Aos 36 o Imperador virou o jogo para o Flamengo e aos 44 recebeu livre, correu meio campo e tocou na saída do goleiro, finalizando o placar em 5x3 para o time rubro-negro, que mesmo com um jogador a menos conseguiu ter forças para virar o jogo.



terça-feira, 29 de março de 2011

É o Pet, é o Pet, é o Pet...


O primeiro e possivelmente o único sérvio da história do Flamengo, Dejan Petkovic se idolatrou e será sempre lembrado por todos, de geração pra geração.
Petkovic, carinhosamente chamado de Pet, jogou em grandes clubes em países do velho continente, como o Real Madrid, sem muito sucesso, mas teve pela primeira vez a oportunidade de mostrar seu futebol em terras tupiniquins no Vitória da Bahia, mesmo sendo contra sua própria vontade no inicio.
Sua segunda chance no futebol canarinho, foi no outro rubro-negro Flamengo, no qual na época vários grandes jogadores chegavam e saiam num passo de mágica, porém o sérvio era um dos poucos que continuava, e sabe porque? Porque o melhor estava ainda por vir.
O ápice de sua carreira, foi no cariocão de 2001, no qual o Flamengo tentava o tri estadual, contra o sempre rival Vasco da Gama,porém aos 43 minutos do segundo tempo, o time da colina mesmo com a derrota por 2x1, se consagraria campeão, eis que aos 43 minutos, o Flamengo tem uma falta a seu favor, vai Pet pra cobrança.. o Maraca se cala, os torcedores levantam seus braços ao céu,bola no ângulo, e meu amigo,não é apenas gol,é GOLAÇO,com a maestria de poucos,e a torcida explode em êxtase, no qual sentimentos aparentemente opostos como a felicidade e o choro, poucas vezes visto num cenário futebolístico, andando lado à lado,e assim sendo o número 43, ficará eternamente na memória do verdadeiro flamenguista.
Após este memorável titulo, alguns anos se passaram, e mesmo Pet tendo sido ídolo dos rivais Fluminense e Vasco da Gama,e passagens também por Santos,Goiás e Atlético Mineiro,entre outros,eis que 2009, já veterano e com leve desconfiança por minoria da torcida, Pet retorna à Gávea, como grande e notório mecanismo de seus respectivos dirigentes, para diminuir a divida no qual o Flamengo o devia.
Porém pra surpresa de muitos críticos, Pet mostrou dentro de campo, que não só era um jogador mais do que útil, mas sim um craque em atividade,porém a maioria da torcida já sabia disso,e junto com Adriano Imperador, Bruno, Léo Moura,Andrade e Cia, o Mengão após 17 anos,conquistava novamente um titulo de campeão brasileiro,o 6º de sua historia.
Entretanto em 2010, o céu que parecia ser o limite,virou um caos total,no qual não temos grandes recordações.
Apesar de Pet, ter sido "deixado de lado" pelos dirigentes até então, Pet nunca veio a publico reclamar, e sempre honrou o que o clube propos, hoje atualmente ele treina separadamente do grupo de jogadores profissionais na Gávea à espera de uma resolução harmoniosa do seu contrato em vigor, mas Pet a torcida estará sempre contigo e jamais esqueceremos de idolatrar, pois uma vez ídolo,ídolo até morrer.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Recordar também é viver...

O nosso eterno camisa 8 da gávea, Adílio chegou ao Flamengo aos 6 anos de idade,e ficou como jogador até aos 30, sendo titular absoluto do maior e melhor time da história rubro-negra de 1977 até 1986.
Somando todas as categorias, Adílio tem 24 anos de muito raça, garra, alegria e sobretudo vitórias,no qual disputou 615 partidas oficiais e 24 títulos, principalmente títulos que entraram para galeria de troféus do clube,como a Libertadores de 81, o Mundial do mesmo ano e 3 brasileiros ( 80,82 e 83 ).
Adílio se imortalizou no Flamengo,sendo lembrado ate hoje dos velhos tempos,e que saudades de antigamente,não só do time vencedor ao lado de Zico, Andrade, Júnior, Mozer, Nunes, Leandro, Tita e por ai vai...Mas também porque tempos atrás jogador jogava pelo amor ao time, ficava anos e anos atuando pelo mesmo clube.
Adílio, também conhecido como Brown, deixará saudades eterna, pois hoje não se faz mais jogador como naquela época, ele era um clássico camisa 8, de rara habilidade e criatividade, dono de um passe perfeito.
Depois já como ex-atleta, virou treinador das divisões de base do Flamengo,com relativo sucesso, porém nunca teve grandes oportunidades como treinador profissional, entretanto o nosso camisa 8, ficará sempre marcado na história do mais querido do Brasil.


Será que Vagner Love vem mesmo?





Muitos dizem que há rumores que Vagner Love pode pintar na Gávea. Porém, ele tem contrato até 2013 pelo que pareçe. Seria uma ótima opção para o ataque do Flamengo, onde tem no setor Deivid que não vem em uma boa fase e Wanderley, que mesmo fazendo seus gols , não chega a ser um atacante a altura de Vagner Love.Seu time, CSKA já foi eliminado da Liga Europa, porém o atacante continua sendo o principal nome para o centenário do clube russo.Luxa já disse que sua contratação seria bem vinda e cairia como uma luva no Flamengo. Agora resta esperar e ver no que vai dar. Será que só love irá pintar no bonde do mengão sem freio?

terça-feira, 22 de março de 2011

Uma ilusão chamada "Deivid ".






Começo escrevendo, já me perguntando,o que será que o Deivid ainda faz no Flamengo.
No 2º semestre de 2010, Deivid e Diogo chegaram com a ingrata missão de substituir a insubstituível dupla de ataque Adriano e Vágner Love ( Império do Amor), como principais objetivos, reerguer o Fla na tabela do campeonato em questão, acabar com a escassez de gols e é claro, não prejudicar ainda mais a imagem do clube perante a imprensa e o publico em geral.
Diferente de Diogo que ainda é jovem,Deivid que por onde passou teve relativamente uma carreira bem sucedida (Santos,Corinthians, Cruzeiro e até Fenerbahçe) sendo campeão e artilheiro, chegou com status e com seus respectivos dirigentes (se leia Zico) e torcida depositando enorme confiança e esperança por dias melhores...
Porém o próprio Flamengo caiu no conto do vigário, pois há muito tempo não era mais aquele matador, na Turquia ele já estava jogando como meia (quando jogava...)e a própria olympikus também caiu no conto, pois não faturou absolutamente nada financeiramente no âmbito comercial e ainda tem prejuízo, pois ajuda o clube a pagar um dos maiores salários do futebol carioca em torno de R$400.000,000 mensais.
A sorte de Deivid hoje é o Luxa,seu fiel admirador, mas é bom abrir o olho, e bem rápido, pois o Imperador está sendo empurrado pela nação e já está no seu retrovisor, e cai entre nós,entre um e outro,não há nem o que se discutir,contra fatos não existem argumentos.
E como já dizia o filosofo palhaço, com Deivid no ataque "pior não fica".

segunda-feira, 21 de março de 2011

Ele é o cara!



Adriano já cansou de aparecer nas mídias por causa de seu comportamento extra-campo. Porém não podemos negar, que sem ele não seríamos hexacampeões. Mesmo sem ser o jogador que se encaixe melhor na nova filosofia de trabalho do Flamengo, a diretoria tem que contratá-lo, pois o retorno seria maior ainda que em 2009, onde tínhamos um bom time mas, a estrela principal era Adriano. Nosso elenco precisa urgentemente de um centro-avante que venha para fazer gols, e esse tem que ser o Imperador. Esse ano temos um elenco com grandes craques como Thiago Neves, Felipe e principalmente, Ronaldinho Gaúcho. Só falta "O CARA" para embalar de vez o "Bonde do Mengão sem freio".